Lua nova


Esta noite, o céu se prepara para receber a primeira lua nova de 2021.

É fácil nos desligarmos dos ciclos naturais quando vivemos em cidades. Há ruídos e tarefas demais para disputar nossa atenção.

Mas a natureza não liga para as nossas ocupações nem parece carecer da nossa audiência: ela segue, no seu ritmo, regendo ciclos de vida e morte, caos e ordem, início e fim.

Há alguns anos, venho praticando um ritual noturno: olhar para o céu, depois olhar para mim. Esse movimento é tão simples quanto antigo - os astros têm sido excelentes professores para a humanidade ao longo dos séculos. Entre tantas lições possíveis, as fases da lua me ajudam a me conectar com os meus próprios ciclos. E é justo na lua nova, quando ela nos oferece sua face mais escura, que sinto mais verdadeiramente que todo fim precipita um começo.

Por isso te entendo, Bandeira:

“O que eu mais quero,

o de que preciso

é de lua nova.”

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